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Ielts: como é a prova do British Council

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A Bruna me convidou para dar dicas sobre a prova e a preparação que eu fiz para o IELTS. Fiz a prova em fevereiro de 2019, em Porto Alegre, onde ainda se aplica a prova de proficiência somente no papel (no primeiro post da série expliquei a diferença das provas).  Já comentei que não sou professor de inglês, nem expert, mas mesmo depois de mais de 10 anos sem estudar inglês (e sem nunca ter morado no Exterior), consegui 7,5 no overall score do IELTS.

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Entender o formato do teste do British Council e praticar em cima dele é tão importante quanto saber Inglês. A prova do Ielts é composta de diferentes partes: reading writing, speaking e listening e cada um tem um tempo diferente e uma quantidade de seções. Aqui dou dicas para cada uma das sessões do IELTS.

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Não pire com o sotaque na hora do teste

A minha examinadora do Ielts tinha um sotaque brasileiro bem forte. E, ao mesmo tempo, um inglês perfeito. Pronúncia, domínio da gramática e sotaque são coisas bem diferentes. O importante é saber construir as frases, usar bem os tempos verbais e pronunciar as palavras corretamente. Como diz a Bruna, todo mundo tem sotaque. Isso não significa falar melhor ou pior uma Língua.

A prova de listening do IELTS

O listening do Ielts funciona assim: você ganha uma folha com lacunas em branco para preencher com informações que vai ouvir nos áudios. São quarenta questões para quatro áudios diferentes apresentados na sequência: uma conversa informal, uma descrição de um mapa, uma conversa acadêmica e, o último, uma espécie de leitura em voz alto de um estudo acadêmico. Dura 30 minutos, com mais 10 minutos para preencher uma folha gabarito. E o mais importante: no listeing do Ielts o áudio não é repetido.

Minha impressão da prova de listening

O listening do Ielts foi a prova que achei mais fácil. Ela é muito similar aos simulados online que existem. Havia falantes de origem americana e também inglesa. Todas as frases eram claras, o som do áudio era perfeito e a sala bem silenciosa. Vi em fóruns algumas pessoas preocupadas com esse quesito técnico. A cadeira onde se senta para fazer a prova é marcada com o seu nome, não dá pra escolher ficar perto da caixa de som. Mas relaxem. É tudo bem profissional.

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O que aprendi nessa parte do teste?

Atenção, atenção, atenção

Fiz bastante força para me concentrar no que eles estavam falando e em acompanhar a conversa. Se até num papo em Português às vezes é difícil de entender todas as palavras exatas que são ditas… Então, o segredo para ir bem durante o exame do Ielts é não se dispersar. Como você tem que acompanhar parte da descrição do áudio na folha de respostas, a chance de se embananar e não conseguir se localizar é muito grande. Tentei me manter preso ao fio da meada do que estava sendo dito. Não entendeu? Deixa em branco e vai pra próxima.

Letras, nomes, números, significados

As respostas pedidas no listening do Ielts não são apenas transcrições do que foi dito. Especialmente nos áudios acadêmicos, há perguntas em que você deve responder em outras estruturas de frase. Por exemplo, no meu caso, havia uma conversa com uma situação similar a essa: uma estudante contava para o professor os dias que não poderia ir para a Universidade. A pergunta não era: “em quais dias ela não pode ir à Universidade?”, mas o oposto “Em quais dias em que ela vai à Universidade?”. Parece básico, mas na hora é fácil de se confundir. Você vai ser questionado sobre lugares indicados na conversa, nomes de ruas, números de telefone, direções a serem tomadas para chegar em algum lugar. Não se preocupe com nomes próprios, eles soletram. Sobre os números: eles misturam fonemas simples (four, two, twelve) com variações (double o para zero zero, por exemplo). Tudo isso pode soar como pegadinhas, mas não é tão complicado quanto parece. É um teste de o quanto a sua habilidade de escuta em Inglês consegue superar esses “ruídos” que, na verdade, são comuns em qualquer conversa.

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Reading no Ielts

A parte de compreensão escrita do Ielts (Reading) tem 60 minutos, você precisa ler três textos e responder a 40 questões, misturando formatos de falso ou verdadeiro, completar frases e múltipla escolha. Nesse tempo, você precisa ler, responder e passar tudo a limpo para a folha gabarito. As leituras variam entre reportagens, textos técnicos e de assuntos gerais.

Minha impressão do exame

Os textos do reading to ielts são longos e com temas bem peculiares. Eu me deparei com tópicos distantes do meu universo: biologia vegetal na Inglaterra e a história do teatro, por exemplo. No geral, as perguntas são ao mesmo tempo abrangentes, avaliando a capacidade de interpretação do que foi lido como um todo, e muito pontuais, querendo saber detalhes exatos apresentados em uma frase específica. Apesar disso, nada diferente do que já vimos nas provas de Português do tempo do colégio.

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O que aprendi

Controle bem o seu tempo no reading do Ielts

Como essa prova exige, além de conhecimento do vocabulário, interpretação de texto (que vai além de saber Inglês por si só), sei que cada pessoa tem uma técnica para fazer isso. Essa foi a minha: quando recebi a prova, fragmentei mentalmente o tempo que podia ficar em cada texto, de acordo com o tamanho deles. Li os textos uma vez com atenção. O que eu não entendia, relia. Se não fazia sentido, ia pro próximo parágrafo. Depois, fui respondendo as perguntas e voltando no texto. Logo, ler e reler é fundamental, por isso a importância do controle do tempo.

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IELTS Writing

Na parte de writing no Ielts (produção escrita), você tem 60 minutos para escrever dois textos: um explicando um gráfico em 150 palavras e outro, opinativo, em 250 palavras.

Minha impressão

Esse é o módulo mais difícil do exame Ielts. Você tem pouco tempo para responder sobre assuntos totalmente fora do seu contexto. O primeiro texto pode pedir para você descrever desde o processo de produção do cimento ao número de tempo em que homens e mulheres britânicos dedicam ao trabalho doméstico ao longo dos anos. É. A mesma amplitude temática vale para o segundo texto. O tempo conta muito aqui. Quase não há espaço para correção de rotas e nem para edição após a escrita.

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O que aprendi sobre o writing do IELTS

Não subestime o momento da prova

Eu pratiquei bastante para o writing do Ielts. Nos exercícios, eu a minha professora corrigíamos juntos e encontrávamos poucos erros. Só que, na hora da prova, a pressão pode mudar tudo. No fim essa foi a minha nota mais baixa. E isso é bem comum. Talvez por não ter tido muita dificuldade nos simulados do Ielts, tenha subestimado esse módulo. Sabendo disso, você pode se preparar melhor, e, no dia do exame, não vai abrir o caderno de prova metido que nem eu, achando, “ah, acho que escrevo bem então vai dar boa”.

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Escrever não requer dom, requer prática

Escrever por si só não é fácil. Mas a dificuldade diminui quando se pratica: quanto mais se escreve, mais fácil o texto sai. O problema é que nem todo mundo tem a escrita na rotina, ou no trabalho, o que pode deixar essa prova complicada pra muita gente.

Além disso, na parte de writing do IELTS, você precisa seguir estruturas de texto importantes pra redação. Que nem no Vestibular ou no Enem, lembra? Sabe aquela história do parágrafo introdutório, explicação da ideia, solução para o problema? Aparece aqui também. E aquilo dos conectivos? Pro writing IELTS, se chama linking words. Existem muitos especialistas online (no próximo texto, sugiro alguns), dando dicas ótimas para a prova e vale a pena seguir. Mas, na hora, você precisa dominar a estrutura de cada texto, escrever à mão 400 palavras, controlar o tempo… Tudo isso com coesão, sem erros gramaticais, mostrando toda sua biblioteca de vocábulos e com brilho estético. Em uma hora. Não é fácil. Talvez por isso muita gente se assusta com a nota final. Claro, existem casos de notas excelentes no Writing e, ao meu ver, o caminho pra isso é treinar, treinar, treinar.

Cronômetro, lápis e papel sempre

Desde o começo da sua preparação para o Ielts, simule exercícios de writing escrevendo à mão, cronometrando o tempo. Só redija no computador se você for fazer a prova no computador. Estamos muito desacostumados a escrever sem usar o teclado e isso conta muito muito muito na hora H. Não se assuste com o tempo que você leva para fazer os textos, no começo a gente demora mesmo. À medida que se pega prática, vai ganhando velocidade.

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Vinícius França é bolsista Chevening e fez mestrado na Warwick University, no Reino Unido.  Jornalista, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, teve passagens em redações de jornal como Zero Hora e foi Head de Criação & Conteúdo na agência de publicidade W3haus. Há nove anos trabalha como responsável por estratégia e criação de projetos digitais de conteúdo e redes sociais. Depois de anos sem fazer curso de inglês, Vinícius encaixou na rotina – por cerca de seis meses – o estudo para o Ielts. Deu certo e ele conseguiu uma nota maior do que precisava (7,5 no overall score!) na prova feita em fevereiro de 2019.

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Sobre o autor

Bruna Passos Amaral

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Quem faz?

Bruna Passos Amaral é jornalista, viajante, entusiasta da educação e apaixonada por idiomas. Na bagagem, são nove intercâmbios – dois nos Estados Unidos, seis na Alemanha e um na Finlândia – e passeios por diversos países. Participe, mande relatos, perguntas ou sugestões. Os comentários no site são sempre respondidos!

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