Sciences Po bolsa para fazer faculdade na França Science Po Paris

Sciences Po dá bolsas para fazer faculdade na França

Já pensou em estudar em uma das escolas de ciências sociais e políticas mais respeitadas do mundo? E mais: sem pagar e ganhando um auxílio? Você pode ter essa oportunidade através do programa Emile-Boutmy: ele dá bolsas na Sciences Po para fazer faculdade na França a estudantes internacionais.

O programa, cujo nome homenageia o fundador do Institut d’études politiques de Paris (Sciences Po) (1871), é voltado para estudantes não europeus. Ele auxilia candidatos admitidos em cursos de graduação da Science Po, aqui conhecida como Instituto de Estudos Políticos de Paris. Os cursos de graduação da escola tem duração de seis semestres: quatro de estudos em tempo integral e dois no exterior, para estudos ou estágio.

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Bolsas Science Po: valores

As bolsas da Sciences Po para graduação na França são concedidas a estudantes que chegam à Sciences Po para o primeiro ano da faculdade na França. Existem vários tipos de benefício:

  • Bolsa de estudos cobrindo o valor total das tuitions da Science Po
  • Bolsa cobrindo 9500 euros da tuition do curso de graduação na França

Os valores são decididos pela comissão de seleção. Se o aluno optar por passar o terceiro ano de curso em outro país, receberá o valor das taxas universitárias e o valor adicional para cobrir os outros custos, se aplicável.

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Candidatura e seleção: bolsas da Sciences Po Paris

O desejo de receber uma das bolsas da Sciences Po para fazer faculdade na França deve ser indicado durante a candidatura ao curso de interesse do candidato. É possível se inscrever até janeiro de 2026.

Há uma parte específica do formulário chamada “informações financeiras”, onde o estudante deverá incluir comprovante de renda e outros documentos explicando a sua condição financeira familiar. Entre eles, você poderá anexar a declaração de imposto de renda dos seus pais, contracheques e, se for o caso, certidão de divórcio, auxílio desemprego ou documentos relacionados ao recebimento de pensão ou aposentadoria.

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É preciso enviar também: currículo, diploma do ensino médio, histórico escolar, certificado de exame final, duas cartas de recomendação e cópia do passaporte. Além do resto da documentação, o certificado de proficiência no idioma também deve ser anexado à candidatura. Os documentos deve ser todos devidamente traduzidos para o francês ou inglês.

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Seleção das bolsas Science Po em Paris

As três primeiras avaliações do processo para conseguir uma bolsa de estudos da Science Po são feitas na inscrição. Os critérios avaliados fazem com que todos os candidatos demonstrem seus conhecimentos e habilidades variadas, com qualidades acadêmicas diversas e atividades extracurriculares. Após a avaliação das inscrições, os candidatos recebem três notas, de um total de 20 pontos cada:

  • Uma nota de até 20 pontos pelo desempenho do candidato nos exames do fim do Ensino Médio ou equivalente estrangeiro;
  • Uma nota de até 20 pontos pelo desempenho acadêmico nos últimos três anos do ensino médio. Esta avaliação considera todas as notas obtidas durante esses anos, além do progresso geral do estudante, perseverança, feedback dos professores, situação socioeconômica da escola, etc.;
  • Uma nota de até 20 pontos pelos textos escritos: um ensaio no qual os candidatos defendem suas motivações e razões para se candidatarem à Sciences Po.

As três notas, somadas, resultam em um total de até 60 pontos. Para avançar para a próxima etapa, os candidatos devem atingir ou superar a nota mínima estabelecida pela Sciences Po a cada ano. Essa nota mínima será definida oficialmente pelo júri de admissões, após a análise dos resultados e da qualidade das inscrições.

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Entrevista das bolsas para fazer faculdade em Paris

Os candidatos que alcançarem a nota necessária serão convidados para uma entrevista pela Science Po, que constitui a quarta e última avaliação para admissão. Esse encontro entre a instituição e o candidato é uma parte essencial do processo de admissão.

A entrevista oferece uma nova perspectiva sobre o candidato, distinta das outras avaliações, já que os examinadores não têm acesso à inscrição. Nessa etapa, o candidato deve demonstrar sua capacidade de dialogar, sua postura diante das perguntas e o potencial para o sucesso.

A entrevista é realizada remotamente e consiste em três etapas:

  • O candidato se apresenta;
  • O candidato escolhe entre duas imagens para comentar e analisar;
  • O candidato e os examinadores discutem suas motivações.

Após a entrevista, também avaliada com uma nota de até 60 pontos, o júri soma as quatro notas, resultando em um total de até 120 pontos. Para ser aceito e se tornar estudante da Sciences Po, o candidato deve atingir ou superar a nota mínima de admissão, definida anualmente pela universidade.

Esta nota será estabelecida oficialmente por cada júri de admissões e para cada via de ingresso, após a análise dos resultados e da qualidade das candidaturas.

Os critérios de seleção das bolsas da Sciences Po para graduação na França incluem mérito, adequação do perfil ao curso escolhido e condição social. O candidato só poderá ser selecionado para a bolsa para fazer faculdade na França se for aceito no curso de graduação da Sciences Po.

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Quanto custa estudar na Science Po na França?

Estudar na Sciences Po não é uma opção econômica como a maioria das universidades públicas na França. Para estudantes com residência fiscal dentro do Espaço Econômico Europeu, a universidade adota um sistema de taxas ajustáveis com base na renda familiar, variando de 0 a 14.720 euros por ano para cursos de graduação e até 20.380 euros para pós-graduação no ano acadêmico de 2024-25.

Em média, os estudantes europeus pagam cerca de 5.000 euros por ano na graduação e 6.740 euros na pós-graduação. Para estudantes internacionais (brasileiros sem passaporte europeu, no caso), as taxas são fixas: 14.720 euros por ano na graduação e 20.380 euros na pós-graduação.

Faculdade na França na Sciences Po: como funciona

No Brasil, você escolhe o curso ao fazer vestibular aos 17 anos. Na Sciences Po, essa escolha só acontece no segundo ano da graduação.

A Sciences Po é uma universidade francesa dedicada às ciências humanas e sociais. A graduação dela, chamada Bachelor of Arts (BA), dura três anos e é dada em francês e inglês. Não existe “curso de Direito” ou “curso de Economia” na entrada.

Todo mundo começa estudando as mesmas cinco áreas no primeiro ano: história, direito, economia, ciência política e sociologia, mais um campo chamado humanidades políticas. Junto com isso vêm aulas de idiomas, métodos quantitativos e oficinas artísticas.

No segundo ano, você escolhe duas áreas para aprofundar, uma de cada grupo:

  • Grupo 1: economia, ciência política comparada ou teoria política
  • Grupo 2: direito, história ou sociologia

Ou seja, dá para sair com uma combinação como economia e direito, ou teoria política e história. O terceiro ano é obrigatoriamente no exterior, em uma universidade parceira.

O que existe de mais parecido no Brasil são os bacharelados interdisciplinares de algumas federais, como a UFABC, que também começam com uma base comum. A diferença é que, na Sciences Po, o intercâmbio faz parte do currículo e não é opcional.

O campus define a região do mundo que você estuda

A Sciences Po tem sete campi na França. As disciplinas obrigatórias são as mesmas em todos. O que muda é o foco regional, chamado de minor geográfico:

  • Dijon: União Europeia e Europa Central e Oriental (em francês, com opção do primeiro semestre em inglês)
  • Le Havre: Ásia-Pacífico (em inglês)
  • Menton: Mediterrâneo e Oriente Médio (em francês ou inglês)
  • Nancy: União Europeia e parceria franco-alemã (em francês, com opção do primeiro semestre em inglês)
  • Poitiers: América Latina e Caribe (em francês, com opção do primeiro semestre em inglês)
  • Reims: África (em francês e inglês) ou América do Norte (em inglês)
  • Paris: programa geral, sem foco regional, todo em francês

Se você não fala francês, Le Havre e Reims são os caminhos mais diretos.

Engajamento cívico conta como parte do curso

Aqui o “serviço à comunidade” não é atividade extra, é obrigatório. No primeiro ano tem um dia de engajamento e, nas férias de verão, um estágio cívico de 140 horas em organizações ligadas ao interesse público. No segundo ano, você toca um projeto de 50 horas ao longo do ano e entrega um trabalho final, o Capstone Project, algo próximo de um TCC.

Quem quiser pode ainda somar certificações temáticas: Gênero e Igualdade (todos os campi), a certificação europeia CIVICA, ligada a uma aliança de 10 universidades europeias (todos os campi), Mares e Oceanos (Le Havre, Menton e Poitiers) e Cidades e Regiões (só em Dijon).

E as ciências exatas ou biológicas?

Desde 2020, a Sciences Po oferece o Bachelor of Arts and Sciences (BASC), que dura quatro anos e termina com dois diplomas: um Bachelor of Science da universidade parceira e o Bachelor of Arts da Sciences Po. São quatro combinações:

  • Ciências Sociais + Ciências da Terra (Paris, com o Institut de Physique du Globe de Paris, Université Paris Cité), sobre política e planeta
  • Ciências Sociais + Matemática (Paris, Université Paris Cité), sobre algoritmos e tomada de decisão
  • Ciências Sociais + Ciências da Vida (Paris, Université Paris Cité), sobre política, vida e identidades
  • Ciências Sociais + Ciências da Vida (Reims, Université de Reims Champagne-Ardenne), sobre meio ambiente e sustentabilidade

Nos dois primeiros anos, as aulas acontecem nas duas instituições. O terceiro ano é no exterior, e o quarto é dedicado às ciências na universidade parceira. A própria Sciences Po avisa que a carga de estudo é pesada.

A Sciences Po aceita o ENEM?


O ENEM não é exigido nem aparece como critério de seleção. Para quem estudou no Brasil, o que conta é o histórico escolar dos três anos do ensino médio, duas cartas de referência de professores, os textos de motivação e, na etapa final, uma entrevista online.

Se você fez o ENEM e teve boa nota, ela pode reforçar seu perfil, mas não substitui nenhuma dessas etapas. Outra diferença em relação ao Brasil: não há disciplina obrigatória. A Sciences Po afirma que quem não estudou ciências exatas no ensino médio não sai em desvantagem.

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Sobre o autor

Bruna Passos Amaral

Bruna Passos Amaral é jornalista, viajante, entusiasta da educação. e apaixonada por idiomas. Na bagagem da criadora e mentora do Partiu Intercâmbio, já pesam dez intercâmbios - três nos Estados Unidos, seis na Alemanha e um na Finlândia.

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Quem faz?

Bruna Passos Amaral é jornalista, viajante, entusiasta da educação e apaixonada por idiomas. Na bagagem, são nove intercâmbios – dois nos Estados Unidos, seis na Alemanha e um na Finlândia – e passeios por diversos países. Participe, mande relatos, perguntas ou sugestões. Os comentários no site são sempre respondidos!

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