Carta de recomendação para estudar no Exterior | Partiu Intercâmbio

Carta de recomendação para estudar no Exterior é algo com o que você deve se familiarizar se você quer estudar fora com bolsa de estudos. Respondemos as perguntas mais frequentes sobre a carta de recomendação para quem quer ganhar bolsa de estudos.

 

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O que são as cartas de recomendação

A carta de recomendação para estudar no Exterior é um passo importantíssimo no processo de ganhar uma bolsa para estudar fora. O objetivo deste documento é ajudar o comitê de seleção a ver seu potencial tanto acadêmico quanto pessoal pelos olhos de uma terceira pessoa. Então é muito importante que a carta de recomendação para estudar no exterior esclareça pontos relevantes da sua trajetória como aluno ou profissional.

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Qual o formato da carta de recomendação?

Na verdade, cada edital de seleção para estudar no Exterior tem suas próprias regras para como deve ser o formato da carta de recomendação. Em algumas seleções, tem inclusive um formulário próprio que a pessoa recomendando você precisa usar para a carta de recomendação. No entanto, é sempre importante frisar que a carta de recomendação para estudar no exterior precisa de algumas informações básicas como:

  • Nome do recomendante
  • posição do recomendante na universidade/empresa/ONG
  • telefone
  • e-mail
  • Relação da pessoa com você
  • Tempo que a pessoa conhece você
  • assinatura do recomendante

Boa parte destas informações, podem estar no cabeçalho ou na assinatura, como telefone e e-mail. Essas informações de contato são importantes para caso a seleção queira entrar em contato com a pessoa para esclarecer fatos ou dados.

 

Além disso, você precisa estar atento que a maneira como as cartas de recomendação para estudar no Exterior são entregues pode variar bastante. Em algumas seleções, você faz o upload da carta no sistema de candidatura, em outras, você passa os contatos do recomendante para que ele mesmo envie a carta por e-mail ou pelo site. Porém, em algumas seleções, também é possível que a carta precise ser enviada por correio. Nestes casos, em todos os outros também, é bom sempre oferecer ajuda para o recomendante, afinal, ele está ajudando você, então, facilite e passe a maior quantidade de informações necessárias para o seu recomendante.

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Quem escreve a carta de recomendação para estudar no Exterior

A sua carta de recomendação para estudar no Exterior não deve ser escrita por você mesmo. A carta que você escreve é a carta de motivação. A carta de recomendação deve ser escrita por alguém que conheça você muito bem e que também não seja seu parente, né. As cartas de recomendação geralmente são escritas por professores ou chefes, supervisores que tiveram contato direto com você. No caso de quem está no Ensino Médio, vale carta de professor, de diretor da escola, de um coordenador de um projeto/ONG onde você trabalhe/ajude.

Normalmente as bolsas de estudos para fins acadêmicos, dizem no seu edital se querem cartas acadêmicas ou profissionais. Ou as duas. No caso das cartas acadêmicas, dá pra falar com seu orientador, um professor com quem você teve muito contato, o diretor do seu curso. Já a carta profissional precisa vir de alguém com quem você tenha trabalhando de forma remunerada ou não.

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O que fala a carta de recomendação para estudar no Exterior?

Isso varia muito de seleção para seleção. Por isso, antes de sair pedindo cartas de recomendações por aí, você precisa ler MUITO BEM o edital da seleção para entender quais aspectos da sua trajetória acadêmica são mais relevantes para aquela seleção específica. Ao ler bem o edital, você pode identificar quais são as características importantes para a seleção desejada. No entanto, aqui vão algumas dicas de assuntos que a sua carta pode abordar:

  • Potencial acadêmico e para contribuição no futuro
  • Capacidade de resolver problemas
  • Hábitos de estudo e trabalho
  • Criatividade
  • Capacidade intelectual
  • Capacidade de lidar bem com conflitos
  • Motivação para o estudo
  •  Maturidade emocional
  • Potencial de liderança
  • Como você lida com novas situações

Isso aqui acima não é uma lista de TODOS os aspectos que a sua carta de recomendação para estudar fora precisa abordar, mas é um bom guia de algumas qualidades que várias seleções buscam em candidatos.  Neste vídeo abaixo, tem um ótimo exemplo do que é ler bem um edital de seleção e identificar pontos chave para a carta de recomendação.  O Bruno Betat, bolsista da Fundação Leman em Stanford nos Estados Unidos, fez exatamente isso e, no vídeo, falamos sobre como isso pode ajudar a pessoa que está escrevendo a sua carta de recomendação para estudar fora a fazer a melhor carta possível. Confiram:

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Tenho que escrever minha carta de recomendação para estudar fora. E agora?

Infelizmente, acontece muito de professores ou chefes dizerem “sim, te escrevo uma carta de recomendação, MAS você escreve e eu só assino”. Nesse caso, não se desespere! Não tem nada de errado com você e essa prática não é assim muito legal, mas é muito comum. Se isso acontecer com você, você tem duas opções: escrever a carta e dar pra pessoa assinar ou procurar outra pessoa pra te escrever uma carta de recomendação. Se aquele recomendante for uma pessoa chave na sua candidatura (por exemplo, o professor que orientou seu TCC, seu chefe atual, o supervisor do seu estágio curricular), o negócio é encarar e escrever a carta, mas se for alguém que pode ser substituído, dá pra procurar alguém com mais ânimo pra fazer sua carta de recomendação.

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Posso usar a mesma carta de recomendação para várias seleções?

Não é o ideal, mas se você não tiver outra alternativa, é melhor que não se inscrever. Por isso é sempre importante pedir cartas com bastante antecedência, assim, você não incomoda seus recomendantes. Outra coisa que dá pra fazer, caso seu recomendante seja uma pessoa muito ocupada, é escrever dizendo que você precisa de uma nova carta e já sugerir aspectos que podem ser tirados/adicionados de uma carta anterior. Assim, você já poupa um pouco de trabalho da pessoa e consegue uma carta de recomendação relevante para a seleção de bolsa de estudos.

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Em qual idioma a carta de recomendação precisa ser escrita?

Normalmente, a carta de recomendação precisa ser escrita no mesmo idioma em que toda a documentação para a seleção será enviada. Por exemplo, quando eu fiz mestrado na Alemanha, eles aceitavam toda a documentação ou em alemão ou em inglês. Eu falo alemão, mas as pessoas que me recomendaram falavam inglês, então, as cartas dos meus recomendantes foram enviadas todas em inglês. Atenção: cartas de recomendação não precisam de tradução juramentada, então, não pirem nem gastem nisso! O edital da seleção geralmente indica em quais idiomas as cartas devem ser submetidas. Se isso não estiver explicado em nenhum lugar e você tiver dúvidas, pergunte. No entanto, o bom senso geralmente funciona bem nessas ocasiões. A maioria dos programas aceita carta de recomendação em inglês e poucos os programas (a não ser que eles sejam em Portugal) aceitam cartas em Português.

Conversando com o pessoal que participa do grupo do Partiu Intercâmbio no Facebook, ouvi vários relatos de diferentes experiências com a carta de recomendação. Um dos que eu achei mais curiosos foi o de uma moça que acabou precisando descartar uma das cartas de recomendação para bolsa de estudos que ela recebeu por um motivo peculiar: o professor em questão usou a carta de recomendação dela para falar de si mesmo e dos seus trabalhos. Não caiam nessa cilada, hein! Por isso fica aqui a dica: fujam de chefes ou professores com um ego inflado demais. Imagina você entregar uma carta de recomendação que não fala uma linha sobre você? Não dá né.

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Caso vocês queiram dividir dúvidas ou experiências de vocês com a carta de recomendação, deixem comentários aqui no post ou entrem lá no grupo do Partiu Intercâmbio no Facebook. Espero ter ajudado!

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COMENTÁRIOS

Uma resposta para “Carta de recomendação para estudar no Exterior: respostas para as perguntas mais frequentes”

  1. Angelo Manuel Fagima disse:

    Ângelo Fagima, encara o partiu como lugar de aprendizagem e transformação da vida, porém fazer parte é um ganho ímpar, também gostaria que houvesse outro meios de comunicação de modo a atingir maioria do universo. caso África a % dos utentes da Internet e menor, e muito mais menor para as mulheres.

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