Tenho notas ruins e quero fazer intercâmbio com bolsa de estudos. Rola?




Se você tem notas ruins mas quer fazer intercâmbio ou até tentar uma bolsa de estudos no Exterior, não se desespere. No vídeo da semana, dou dicas sobre como compensar o desempenho acadêmico baixo e outras soluções para quem quer estudar fora, mas não era o típico aluno nota 10.

 

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Tente deixar as notas ruins no passado

Não tem como apagar notas ruins e um baixo desempenho acadêmico do seu currículo. Então, não adianta chorar pelo leite derramado. As notas ruins não vão se apagar, mas se você se deu conta disso no meio da faculdade (ou da escola) a dica é uma só: a partir de agora, se esforce para manter uma boa média. Isso não quer dizer que você precise magicamente virar um bom aluno em matérias nas quais você nunca foi bom, mas demonstre interesse, peça ajuda e tente, pelo menos, passar em tudo.

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Notas ruins acabam com minhas chances de bolsa de estudos?

Assim, vamos combinar que ter boas notas e um desempenho acadêmico excelente nunca prejudicou ninguém. No entanto, é importante ressaltar que processos de seleção geralmente não olham para as suas notas isoladamente e também não pegam seu histórico escolar para olhar nota por nota. Além disso, é sempre importante ver qual o seu desempenho em relação a sua turma. Em cursos ou escolas mais puxadas, pode ser que a média geral seja mais baixa o que não necessariamente significa que você seja um aluno ruim. Pra quem terminou a graduação, as universidades sempre emitem um documento oficial dizendo qual sua média final e também qual sua classificação entre os formandos.

Eu, por exemplo, quando me graduei em jornalismo não fiquei nem no top 10 da turma! Duas pessoas foram laureadas (tiraram as melhores notas e terminaram o curso em quatro anos) na minha turma. Isso me impediu de concorrer pra bolsas de estudos? Não. As minhas notas eram ruins? também não, minha média era algo por volta de 8,2. O que não é uma nota assim SUPER MARAVILHOSA, mas que também não desempenho ruim. Mas sempre que sua média não for aquela lindeza

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Calibre suas expectativas

Se seu objetivo é uma bolsa para fazer pós-graduação fora, é bom saber de antemão que algumas universidades têm processos de seleção hipercompetitivos, então, nestes processos apresentar bom desempenho acadêmico, ou seja, boas notas, é o mínimo. Aqueles grandes nomes como Harvard, Oxford, Cambridge, Yale ou Stanford exigem, sim, boas notas e todos os candidatos vão apresentar, no mínimo, o histórico escolar muito bom. Neste ponto, é importante analisar bem sua trajetória e identificar pontos fortes em que possa se destacar no processo seletivo. Além disso, é importante se perguntar também se ão vale a pena escolher outras universidade menores que tenham mais a ver com você.

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Não entre nessa do “não sou bom em nada”

Não ser bom em uma área específica não significa que você não é bom em nada, né? Menos drama, gente. Tente compensar suas notas ruins nas matérias que você tem dificuldade, como as temidas Física, Matemática ou Estatística, sendo ótimo em outras coisas. E se você não consegue ir bem nas matérias, então, você também pode ser um ótimo atleta, um músico incrível ou um empreendedor nato. Quem entra na disputa por uma bolsa com a mentalidade do ‘eu não sou bom em nada’ só porque tem notas ruins certamente vai deixar isso transparecer no application e… supresa… não vai conseguir ser aprovado.

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Arrase nas atividades extracurriculares

Um bom application não é feito somente de boas notas. Jamais esqueça disto! Um bom application conta uma história e uma trajetória que fazem sentido. Seja esperto e conte sua história na sua carta de motivação de uma maneira de destaque suas atividades extracurriculares como projetos sociais, esportes e outros projetos pessoais feitos dentro e fora de sala de aula.  Por favor, não seja a pessoa que coloca trabalho voluntário de um fim de semana no currículo, tá? Trabalho voluntário só vale se for feito de uma maneira comprometida ao longo de um período considerável da sua vida. Já que você não levou as notas a sério (ou não conseguiu boas notas por qualquer outra dificuldade), mostre que você é uma pessoa comprometida e que leva outras coisas a sério.

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Atividades como praticar de esportes, estudar de idiomas, olimpíadas científicas, simulações da ONU, trabalhos voluntários, organizar atividades acadêmicas na sua universidade. Outra coisa, se seu histórico não é lá essa maravilha, apresente uma prova de proficiência com um notão 🙂 e sério, não tenha medo de falar de forma aberta sobre as limitações e dificuldades que você encontrou na sua vida acadêmica  e como você superou esses obstáculos. Ser alguém que batalhou muito pra chegar onde está é algo que é bastante valorizado por universidades que buscam perfis mais diversos.  Só cuidado com COMO você conta essa história na sua motivação para não cair no tom dramático ou querendo dar desculpas. Todo mundo passa por problemas, o importante é mostrar que você é diferente na hora de enfrentá-los.

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COMENTÁRIOS

6 responses to “Minhas notas são ruins mas quero fazer intercâmbio com bolsa de estudos. Rola?”

  1. Michele says:

    É difícil as universidades da Espanha oferecerem oportunidades de bolsas de estudo? Sempre que procuro informações a maioria está associada aos EUA.

  2. Michele says:

    É difícil encontrar bolsas de estudos para quem quer fazer uma segunda graduação? Eu encontrei uma boa bolsa mas tinha a observação que era só para quem estava buscando uma primeira graduação.

  3. Thaís says:

    Todas as oportunidades de universidades eu vou precisar do SAT no caso da graduação e GMAT nos casos de pós? Como eu faria esses exames?

  4. Itamara Lima says:

    Olá!Eu queria tentar uma bolsa na Coréia do Sul, mas eles pedem coeficiente de desempenho de 80%.Tive um coeficiente de 7,3. Estas instituições não aceitam o desempenho de pós graduação?

  5. Camilla says:

    Oi! Uma pergunta: vc sabe se o coeficiente de rendimento é a mesma coisa que a nota média? Nomeu histórico tem esse coeficiente (7,3). E vou tentar mestrado na Fundación Carolina.Lá eles pedem a nota média. É mesma coisa?

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