Dicas para ganhar bolsa da Fundação Carolina na Espanha

A bolsa da Fundação Carolina para estudar na Espanha é uma das mais festejadas do ano. O edital geralmente abre janeiro e prevê algo como umas 500 bolsas de mestrado, doutorado e outras modalidades. Todos os anos divulgamos o edital aqui e todos os anos várias pessoas me escrevem perguntando se a bolsa da Fundação Carolina existe mesmo.

Bolsas na Espanha

 

Existe! Tanto que conversamos com Clara Violeta Puertas. Ela foi bolsista da Fundação Carolina em 2007, aos 24 anos. Na época da bolsa, Clara era graduada em Letras, habilitação Português/Espanhol, pela UERJ.  Na Espanha ela fez o Master em Ensino de Espanhol como língua estrangeira na Universidad de Alcalá de Henares. Hoje, a Clara mora em Mendoza, na Argentina, onde ela é professora na Universidad Nacional de Cuyo. Depois da bolsa na Espanha, a Clara não voltou mais pro Rio para morar, da Espanha, ela foi direto para a Argentina.

 

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Clara em Granada, na Espanha

Q&A sobre a bolsa da Fundação Carolina para estudar na Espanha

Partiu Intercâmbio: Como foi a seleção para a bolsa da Fundação Carolina?

Clara Puertas: O processo constava de duas etapas, primeiro análise de CV que era online, a gente preenchia um cadastro no site da Fundação Carolina e esperava eles fazerem a análise. Depois dessa etapa, os pré selecionados eram convocados para uma entrevista. Essa entrevista, na minha época era feita somente na sede do Instituto Cervantes de São Paulo para os candidatos do Brasil todo. Naquela época, essa viagem para a entrevista corria por nossa conta.

 

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PI – Qual foi a parte mais difícil do processo de seleção?

Clara – Eu acho que o mais difícil não foi a seleção em si, mas toda a burocracia do visto depois de já estar selecionada. São muitos papéis em pouco tempo e precisa ter tudo certinho para levar no Consulado para a emissão do visto. Era tanta coisa que num determinado momento eu pensei em desistir da bolsa porque não aguentava mais ficar pra cima e pra baixo providenciando documentação.

Veja os editais da bolsa da Fundação Carolina:

>>> Bolsas de mestrado na Espanha
>>> Bolsas para doutorado na Espanha
>>> Bolsas para mestrado profissional em games

PI -Como foi a entrevista? Teve alguma pergunta que te marcou?

Clara – A entrevista para a bolsa da Fundação Carolina foi na sede do Instituto Cervantes, fui entrevistada por uma funcionária da Fundación Carolina muito simpática. Não lembro muito das perguntas, mas algumas me marcaram. Por exemplo, ela perguntava se eu me sentia preparada para mudar de país, para um lugar frio, longe da família e qual era o principal desafio que eu via nisso. Outra coisa era como eu me via em cinco anos e quais os planos profissionais que eu tinha pro futuro.

>>> Onde brasileiro não paga para estudar

Ela perguntou também sobre minha experiência na faculdade e por que eu achava que fazer um intercâmbio era importante. Ela insistia muito nessa questão de ficar longe da família e amigos. No meu caso foi importante porque era a primeira vez que eu viajaria para fora do país, só tinha ido até São Paulo nos meus 24 anos de vida, na época.

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PI – Como era a bolsa que você tinha? cobria todos os custos? Dá pra viver na Espanha com a bolsa da Fundação Carolina?

Clara – Eu tive uma bolsa integral. A bolsa cobriu os gastos de viagem (de SP a Madrid, eu tive que pagar a minha ida do RJ pra SP na ida e na volta), alojamento em residência universitária – era uma casa bem confortável para 8 pessoas, mas eu tinha um quarto só pra mim -, o próprio máster (com exceção de 450 de parte da matrícula e os gatos de emissão do diploma que foi algo em torno de 200 euros no fim do curso), uma ajuda de custo de 450 euros por mês além do que já mencionei. No meu caso era suficiente, eu não fui com dinheiro extra e meus pais não mandaram dinheiro durante o ano em que estive. Como eu não pagava nada para morar, o dinheiro era para comida e gastos em transporte e material acadêmico. Até deu para viajar um pouco com esse mesmo dinheiro da bolsa mensal.

>>> Como fazer pós no Exterior

PI – Qual foi o impacto deste master na tua carreira e na tua vida?

Clara – Ter estado esse ano na Espanha mudou completamente minha vida. Academicamente eu tive acesso a uma universidade de excelência que me proporcionou conhecimento valioso para minha carreira profissional, do ponto de vista pessoal, cresci muito tendo que me virar com outras culturas e tendo que conviver com pessoas completamente desconhecidas. Estar na Europa também me deu a oportunidade de conhecer vários países no meu tempo livre e isso foi muito rico para a minha formação, tanto quanto o curso em si. Ah… e também conheci meu atual marido, isso já é um impacto enorme!

>>> Bolsas para mestrado na Universidade de Salamanca

Dicas para quem quer a bolsa da Fundação Carolina

Que dica tu teria pra quem quer ser bolsista da fundação carolina?

Clara – É muito difícil saber quais são os critérios para a seleção da bolsa da Fundação Carolina, mas eu acho que eles valorizam o coeficiente de rendimento acadêmico e, principalmente, a experiência adquirida durante o curso de graduação do candidato. Então, meu conselho é participar de bolsas de iniciação científica e docente (no caso das áreas docentes) que a faculdade oferece, além de fazer estágios e participar em todos os congressos e encontros da área que a pessoa puder. Eu também acho que eles valorizam a intenção de usar a oportunidade da bolsa como forma de crescimento que vai além do acadêmico.

Todas as bolsas

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COMENTÁRIOS

4 respostas para “Quer uma bolsa da Fundação Carolina na Espanha? Veja dicas de uma bolsista”

  1. Mariane disse:

    Boa tarde.

    O que você enviou para comprovar o endereço? Pelo que eles falam, é necessário emitir pela Polícia ou pela Prefeitura. Poderia esclarecer?

  2. Lu disse:

    Olá! Estou tentando uma bolsa na Fundação Carolina e na inscrição me deparei com uma questão: eles pedem pra marcar o quanto de interesse tu tem em fazer a bolsa para:
    1. Abrir oportunidade de trabalhar na Espanha ou fora do meu país de origem

    E logo após, coloca a questão oposta:

    2. Aumentar o nível do meu trabalho e com mais responsabilidade no meu país de origem.

    Fiquei meio intrigada se isso seria uma perguntar já para excluir algumas pessoas que possivelmente têm interesse em tentar arrumar emprego e ficar por la.. Eu, honestamente, tenho interesse em trabalhar na Espanha, mas não sei se isso não me colocaria em “maus lençóis”. Eu estou tentando meu visto Europeu, então não tentaria nada ilegal, obviamente, mas fico me questionando se isso realmente não seria um fator excludente, se no caso eles só estarem ofertando as bolsas para que os bolsistas voltem para seus países de origem mais capacitados com o que aprenderam durante o período lá. Ou o contrário, se eles esperam que a pessoa marque que tem interesse em procurar trabalho e continuar vivendo lá.

    Tu sabe me dizer se essa minha preocupação faz sentido ou eles só fazem essa pergunta a título de curiosidade mesmo?

    Agradeço muito seu blog e as informações que compartilha! Se puder me responder, eu agradeço!

    Abraços

  3. Tiago disse:

    Eu também tenho muito dúvida em relação ao que o Ivo perguntou. Achei muito legal a entrevista, mas seria mais interessante entrevistar alguém que fez o intercâmbio em um ano mais recente, pois agora os custo de vida lá é outro, a bolsa aumentou e entrevista acredito que seja online, então muita coisa é diferente.

  4. Ivo disse:

    Olá. Gostaria de me candidatar, mas sei muito pouco Espanhol. O programa que me interessa é majoritariamente em Inglês e não achei, nem no site da universidade e nem no site da Fundação, qualquer pré-requisitos prévios em língua espanhola. Gostaria de saber se essa entrevista é feita em espanhol ou português.
    Abraços.

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