Início » Guias » Tudo sobre intercâmbio de High School: como é viver com uma família estrangeira?

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Acho que um dos temas que mais tira o sono de quem vai fazer High School no Exterior, o intercâmbio durante o Ensino Médio em que você passa um ano ou seis meses frequentando a escola como um local, é a vida e a convivência com a família hospedeira, ou host family em inglês. Não é pra menos, a família que vai receber o intercambista é uma parte fundamental da experiência, porque você vai conviver com eles durante o tempo todo. Aí nada mais normal que surgirem dúvidas sobre “como é viver com uma família estrangeira?”, “será que eles vão gostar de mim?”, “será que eu vou gostar deles?”. Para tranquilizar os intercambistas e suas famílias e preparar todo mundo para o que está por vir, é muito importante que a agência que você escolha ofereça preparo pré-embarque.

 

Nele, são abordados diversos temas justamente para que o jovem possa saber lidar com tudo o que faz parte do intercâmbio. A convivência com a Host Family, óbvio, é um dos temas mais importantes. De acordo com a Mônica Rohr, psicóloga da World Study e que trabalha preparando jovens para o intercâmbio há 12 anos, o mais importante é ir de cabeça aberta pronto para aceitar as diferenças. “O mais importante é que o intercambista entenda que ele está chegando na família hospedeira e ele terá que se adaptar às diferenças. A família não tem obrigação de mudar seus hábitos por estar recebendo alguém”, explica.

Por conta disso, é muito importante que absolutamente tudo seja perguntado! Vergonha de perguntar só vai meter você em confusão. Coisas que parecem óbvias como “quanto tempo tenho pra tomar banho?”, “tenho horário limite pra chegar em casa?”, “posso ficar quanto tempo na internet?”, “em quais tarefas da casa devo ajudar?” devem ser perguntadas no início para evitar problemas. Afinal, você está se inserindo num universo novo e não tem como conhecer as regras da família. “A comunicação direta e simples é a melhor ferramenta para evitar mal entendidos. Além disso, falar sobre tudo o que incomoda ou é problema de forma direta com a host Family é muito importante. Respeitar as diferenças e a nova cultura são fundamentais”, lembra a psicóloga da World Study.

 

Wellerson e sua host family americana

Wellerson (no meio) e sua host family americana

O Wellerson Brito, de Minas Gerais, está nos Estados Unidos fazendo intercâmbio de High School e já passou por todo o tipo de situação com os hosts: “desde pronunciar palavra errada e sair um palavrão, até fazer coisas que para eles são bizarras, como colocar ketchup e maionese na pizza. Mas para se dar bem com os hosts o melhor a fazer é sempre perguntar e tentar entender. Conversar e contar sobre seu país ajuda também e sempre peço desculpas quando faço errado, porque temos culturas e é normal isso gerar desentendimento.”

Vale lembrar que não existe a possibilidade de “escolher” uma família hospedeira. Antes de ir, os intercambistas preenchem um formulário em que falam de si, contam da sua família, dos seus hábitos e de coisas importantes como a existência de alergias, restrições alimentares ou problema de saúde. Nesse formulário, você indica também se coisas como se religião e esportes são importantes para você. As famílias que querem receber estrangeiros também preenchem vários formulários com o mesmo tipo de perguntas e os dados são cruzados. Nem sempre dá para atender todas as preferências de todo mundo, mas sempre se tenta buscar famílias compatíveis com os intercambistas. Assim que a família é definida, o futuro intercambista recebe fotos e contatos para que a comunicação possa ser estabelecida antes mesmo do embarque. Em algumas regiões mais procuradas, no entanto, às vezes a confirmação chega um pouco em cima da hora, mas também faz parte. Você vai ter um ano inteiro para descobrir mais sobre seus hosts!

Leia mais posts da série tudo sobre high school:

>> 5 motivos por que High School é o melhor tipo de programa para aprender um idioma fluentemente
>>> “Quem faz intercâmbio repete o ano?” respostas para as principais dúvidas depois de fazer High School no Exterior
>>> Quanto custa fazer intercâmbio no Ensino Médio?

 

Assim como os candidatos a um intercâmbio passam por orientações e seleções, as famílias hospedeiras também são checadas. “É feito todo um background check, em que são investigados antecedentes criminais, como vivem na comunidade e outras informações de ordem pública. Costumo trabalhar nas minhas reuniões que só se conhecesse realmente uma família e seus membros morando um tempo na casa. Mas, no geral, famílias que se dispõem a receber estrangeiros são bem legais“, afirma Mônica. No caso de desentendimentos, é importante diferenciar o que realmente é dificuldade do que é choque cultural (estranhamento da nova realidade por parte do intercambista que é super normal e geralmente acontece no começo do intercâmbio), mas quando existem situações incontornáveis ou é impossível conseguir harmonia entre a família hospedeira e o aluno, é possível mudar de família.

Isso, no entanto, não ocorre antes de muita conversa e de todas as tentativas de harmonizar serem esgotadas. Por isso, o suporte da agência aqui no Brasil é tão importante para que tudo durante a experiência possa ser resolvido rápido de forma que a única preocupação do estudante seja aprender. Outro detalhe importante sobre família hospedeira é que mandar um jovem para um intercâmbio de High School não necessariamente implica em receber um jovem aqui no Brasil. Entretanto, se a família aqui tiver disposição e condições de receber um intercambista no período em que o jovem está fora, pode ser uma alternativa bem legal para superar a saudade e, de certa forma, vivenciar um pouco das coisas legais do intercâmbio sem nem sair de casa, mas não é obrigatório.

Como funciona o intercâmbio durante o Ensino Médio ou High School

O intercâmbio de High School é voltado para jovens entre 15 e 18 anos (em alguns casos, jovens de 14 e 19 anos também podem participar) que querem cursar um semestre ou um ano do Ensino Médio no Exterior.  Para poder se inscrever, os jovens devem ter boas notas aqui no Brasil e muita disposição para mergulhar em uma nova cultura e aprender um idioma. Durante o período no Exterior, além de aprender a língua, os intercambistas frequentam a escola como qualquer jovem local. Os períodos de embarque geralmente ocorrem entre julho e agosto e janeiro e fevereiro. Os países disponíveis são os mais variados: Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, França, Japão, Alemanha, Austrália  e muitos outros.

 

> Veja bolsas para fazer high school no Exterior 

 

COMENTÁRIOS

  • Giulia

    Oi Bruna, tudo bem? Poderia me dizer se existe algum programa de high school onde eu possa ficar mais de um ano?

  • Isabella Santos

    Olá, Bruna! Como vai?, Então, tenho 16 anos e recentemente cheguei de uma viagem na qual o destino fora Sydney. Passei 7 dias com propósitos estudantis junto à minha escola, que por um acaso é pública. Depois dessa experiência de visitar um país diferente com outra língua, cultura e etc, eu me convenci que quero estudar fora. Levamos uma intérprete na viagem, porém eu e meu grupo saímos sozinhos e eu soube me virar e me comunicar com as pessoas de maneira satisfatória, creio que meu inglês seja nível intermediário. Enfim, queria sua opinião de como ingressar nessa buscar de uma High School de 1 ano fora (em países de lingua inglesa), e se possível por bolsa.

    Agradeço e aguardo resposta.
    Isabella Santos

  • Pingback: Quanto custa fazer intercâmbio no Ensino Médio?()

  • Sofia Lima

    Oi Bruna! Tudo bem? Eu to sempre acompanhando seu blog e ele
    me ajuda muito hahaha. Mas eu queria saber sobre o ensino técnico nos Estados
    Unidos, como ele funciona, se é valorizado, quais são as escolas e etc. Porque
    aqui no Brasil existem várias escolas excelentes e os técnicos são bem
    valorizados. Eu to procurando aqui na internet e não to achando muita coisa.
    Espero que possa me ajudar! Beijos e obrigada.

    • Oi Sofia, então, me explica melhor o que tu quer dizer dizer por ensino técnico? Aí eu vejo como posso te ajudar 🙂

      • Sofia Lima

        Tipo, são aquelas escolas que você escolhe o curso, faz prova pra entrar e tal. Acho que você deve conhecer algumas, por exemplo: CEFET e IF. As pessoas que cursam o técnico são aptas pra trabalhar no ramo que cursaram (robótica, eletrônica, informática, hotelaria etc). Espero que você consiga entender. 😀

        • Mas tu tá falando de graduação já? porque os community colleges americanos são bem mais técnicos e voltados para o mercado de trabalho. É isso? Porque eu não conheço escolas (de segundo grau) técnicas por lá. Nas próprias escolas normais de segundo grau, muitas vezes oferecem cursos como eletrônica, informática e robótica. Mas são cursos normais de escolas normais.

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