Autossabotagem e medo de tentar: o que te impede de estudar fora
Muita gente acha que o que separa uma pessoa das oportunidades que podem mudar sua vida — como estudar fora, ganhar uma bolsa, crescer na carreira ou mudar de país — são apenas coisas práticas. Mas a verdade é que, muitas vezes, o maior obstáculo não está no currículo, no inglês ou na falta de informação. O que realmente impede as pessoas é algo muito mais silencioso: a autossabotagem.
Aquela voz interna que diz “você não sabe nada”, “você é burra”, “isso vai dar errado”, “não é pra você”. Essa voz aparece justamente quando a gente decide fazer algo novo, algo grande, algo que exige crescimento.
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O desconforto faz parte de crescer
A gente vive numa época em que tudo parece feito para evitar qualquer desconforto. Só que a vida real não funciona assim. Crescer envolve situações novas, envolve aprender coisas difíceis, envolve se sentir desconfortável.
E isso aparece muito no processo de estudar no exterior. Muita gente quer uma candidatura pronta em cinco segundos, como se fosse só apertar um botão. Mas candidaturas exigem esforço: abrir várias páginas, mandar e-mails para professores, escrever cartas, receber respostas ou até não receber nenhuma.
A partir do momento em que você escolhe que quer estudar fora, você precisa aceitar que vai existir desconforto no caminho.
O padrão que se repete: empolgação e desaparecimento
Depois de mais de 10 anos acompanhando pessoas em processos de bolsas e intercâmbio, um padrão se repete constantemente: a pessoa começa super animada, cheia de energia, dizendo que vai fazer tudo.
Mas quando ela senta para trabalhar de verdade, percebe que não é tão imediato. Não existe gratificação instantânea. E então ela desaparece por meses.
E depois volta em desespero querendo aplicar para uma bolsa aleatória em três dias, para um programa que nem faz sentido, só porque viu um nome famoso ou uma oportunidade de última hora.
Isso, na maioria das vezes, não dá certo. E quando não dá certo, a autossabotagem volta ainda mais forte: “viu? você não presta”.
Esforço vale mais do que talento
A grande mentira que contam pra gente é que tudo depende de dom ou talento. Mas a verdade é que esforço bem direcionado vale muito mais do que talento.
A primeira versão da sua carta de motivação vai ser ruim. E tudo bem. Faz parte. Você melhora a cada passo.
O processo não é sobre ser perfeito de primeira. É sobre construir.
Não existe idade certa: existe disposição para enfrentar o desconforto
Muita gente acha que perdeu o tempo, que existe uma idade certa para fazer as coisas. Mas a idade certa é aquela em que você tem clareza e está disposto a sentar com seu desconforto e trabalhar com ele. Eu fiz um segundo mestrado aos 37, Lívia contou aqui de terminar seu primeiro mestrado aos 40 anos.
O desconforto vira conforto quando você passa tempo suficiente crescendo e evoluindo naquela direção.
Estudar fora não é um surto, é um processo
O objetivo não é se espremer para caber em um programa famoso. É encontrar a oportunidade certa pra você, o programa que faz sentido para sua vida e estar preparada quando ele chegar.
E mesmo que uma oportunidade específica não aconteça naquele momento, tudo o que você construiu fica para sempre.
Porque não foi um surto. Foi um processo.
Quer ajuda para fazer isso com calma e estratégia?
Aqui no canal existe uma playlist inteira com dicas práticas para estudar fora e conquistar bolsas de estudos. E se você quiser uma ajuda mais próxima, nossas turmas de mentoria estão abertas para te acompanhar com estratégia, clareza e apoio durante todo o caminho.
Sobre o autor
Bruna Passos Amaral
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Quem faz?
Bruna Passos Amaral é jornalista, viajante, entusiasta da educação e apaixonada por idiomas. Na bagagem, são nove intercâmbios – dois nos Estados Unidos, seis na Alemanha e um na Finlândia – e passeios por diversos países. Participe, mande relatos, perguntas ou sugestões. Os comentários no site são sempre respondidos!
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