Como estudar fora do Brasil com bolsa: conselhos valiosos de aprovados com bolsa
Quais são os maiores erros que quem está procurando uma bolsa para estudar no exterior ou para fazer um intercâmbio comete? E quais são os conselhos mais valiosos que quem hoje está estudando fora gostaria de ter recebido enquanto estava no momento de preparação? É exatamente isso que este vídeo traz: dicas reais, práticas e sinceras de pessoas do Brasil que conquistaram bolsas de estudos e hoje vivem a experiência de estudar no exterior.
Essas respostas não vêm apenas de uma única trajetória, mas também da vivência de diversos mentorados do Partiu Intercâmbio que ganharam bolsas completas e mostram que esse sonho é possível.
Ganhar uma bolsa não é só se inscrever e fazer as malas
Muita gente acredita que ganhar uma bolsa é simplesmente procurar oportunidades, se inscrever e viajar. Mas a realidade é diferente. Conseguir uma bolsa exige preparação, insistência e construção. Apesar disso, não é um bicho de sete cabeças reservado apenas para pessoas com currículos perfeitos, notas impecáveis ou formadas nas universidades mais famosas. É um processo possível para quem entende o caminho e começa a se preparar com estratégia.
O inglês é importante, mas não precisa ser perfeito
Um dos pontos mais importantes para quem quer estudar no exterior com tudo pago é o inglês. Mas existe um mito enorme: muitas pessoas deixam de tentar porque acham que precisam ser fluentes ou ter um inglês perfeito. A Camila, por exemplo, ganhou uma bolsa integral para fazer mestrado no Reino Unido pelo programa Chevening e compartilha um conselho direto: a hora é agora.
Segundo ela, o mais importante não é ter um inglês impecável, mas conseguir se fazer entender. A partir do momento que você consegue se comunicar, isso não vai ser o fator que vai te tirar do jogo. Com uma base intermediária e bastante estudo para provas como TOEFL, IELTS ou até o Duolingo English Test, já é possível concorrer às melhores bolsas do Brasil e do mundo.
É possível aprender inglês no Brasil e ainda assim ser aprovada
A grande verdade é que o inglês necessário pode ser aprendido no Brasil mesmo. Hoje, com a internet e o acesso a conteúdos gratuitos para aprender inglês, vale muito investir nisso porque é isso que possibilita concorrer a milhares de bolsas de estudos internacionais.
Enquanto você trabalha no idioma, o ideal é também investir tempo em entender melhor os processos de candidatura e inscrição.
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Informação de qualidade é fundamental para não perder tempo
A Larissa, que fez mestrado na Europa com bolsa integral Erasmus Mundus e hoje trabalha na Irlanda, reforça que muitas pessoas não sabem escrever um essay, não sabem montar uma application e não sabem se vender da forma certa.
Por isso, ela recomenda buscar informação de qualidade, praticar e ter cuidado com conteúdos na internet que podem mais prejudicar do que ajudar. A candidatura para bolsas não é só preencher um formulário: é aprender a construir uma narrativa forte, mostrar propósito e apresentar um perfil alinhado ao programa.
Persistência é o que separa quem consegue do resto
Outro conselho essencial que aparece no vídeo é a persistência. A preparação para bolsas é feita de tentativas, ajustes e evolução. Cada candidatura ensina algo e ajuda a pessoa a se tornar uma candidata melhor.
A Camila reforça isso com um exemplo poderoso: ela só conseguiu o “sim” do Chevening na quinta tentativa. Foram quatro negativas antes, que machucaram no início, mas foram cruciais para lapidar a candidatura e chegar na aprovação.
Você não é velha para estudar no exterior com bolsa
Se você acha que existe um tempo limite para isso, aqui vai uma mensagem importante: você não é velha para estudar no exterior e você não é velha para ganhar bolsa de estudos.
A maioria dos programas não tem limite de idade. A Lívia, por exemplo, conseguiu fazer um mestrado nos Estados Unidos com bolsa completa aos 39 anos e viveu essa experiência junto com a família e os filhos. Ela reforça que às vezes não vai acontecer exatamente no momento planejado, mas se você continuar construindo e buscando, a oportunidade chega.
Estudar fora vai além do acadêmico
O vídeo também traz uma reflexão valiosa: estudar fora vai muito além do curso ou da sala de aula. A experiência internacional envolve cultura, novas línguas, novos povos e crescimento pessoal.
O Pedro, que participou de diversos programas e concluiu um mestrado com dupla diplomação na Holanda e na Noruega com bolsa Erasmus Mundus, lembra que a universidade oferece oportunidades únicas para enriquecer não apenas o currículo, mas a vida como pessoa e cidadão.
O maior recado: a hora de começar é agora
No fim, o maior recado que fica é que bolsas são possíveis para brasileiros comuns, desde que exista preparação, informação de qualidade, insistência e mente aberta para oportunidades que talvez não sejam exatamente como você imaginava no início.
Se você está nesse processo, continue acompanhando, porque existem oportunidades todos os dias e existe um caminho possível para você também. Compartilhe este vídeo com quem sonha em estudar fora e lembre-se: a hora de começar é agora.
Perguntas frequentes sobre estudar fora com bolsa
Preciso ser fluente em inglês para conseguir bolsa de estudos?
Não. Como a Camila explica no vídeo, o mais importante é conseguir se fazer entender. Um nível intermediário e preparação para testes como TOEFL ou IELTS pode ser suficiente.
Quantas vezes posso tentar uma bolsa?
Quantas forem necessárias. A persistência é fundamental. A Camila só conseguiu a aprovação na quinta tentativa.
Existe limite de idade para estudar fora?
Na maioria dos programas, não. A Lívia conseguiu uma bolsa completa aos 39 anos e viveu a experiência com a família.
O que mais elimina candidatos em bolsas internacionais?
Falta de preparação e informação errada. A Larissa reforça que é essencial aprender a escrever essays e montar uma candidatura estratégica, como ela fez com a ajuda da mentoria do Partiu Intercâmbio.
Sobre o autor
Bruna Passos Amaral
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Quem faz?
Bruna Passos Amaral é jornalista, viajante, entusiasta da educação e apaixonada por idiomas. Na bagagem, são nove intercâmbios – dois nos Estados Unidos, seis na Alemanha e um na Finlândia – e passeios por diversos países. Participe, mande relatos, perguntas ou sugestões. Os comentários no site são sempre respondidos!
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