Qual o melhor método para aprender idiomas? - Partiu Intercâmbio

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Qual o melhor método para aprender idiomas foi a pergunta que mais rolou aqui no Partiu Intercâmbio depois que a gente publicou um vídeo com o Sam, tradutor financeiro e professor de inglês americano, aqui no blog. O Sam é fluente em inglês, espanhol e português de um jeito que deixa todo abismado. Aí Débora perguntou no nosso Facebook qual o melhor método para aprender idiomas e o Sam respondeu. Confiram:

 

“Há MUITOS métodos para aprender idiomas. Como você afirma, efetivamente, aprender uma nova língua não é receita de bolo; e alguns métodos podem funcionar melhor que outros, dependendo do estilo de aprendizagem que você prefira para analisar e assimilar algo para depois levá-lo à prática. Porém, eu diria que o sucesso em aprender uma nova língua depende não só da metodologia, mas também da mentalidade ao aprendê-la. De tal modo, para ter sucesso com qualquer língua que você aprenda, é importante lembrar duas coisas fundamentais para que a metodologia aplicada seja mais eficiente para conseguir os seus objetivos linguísticos:

  • é essencial você deixar de lado qualquer timidez ou medo de errar ao se expressar na língua; e
  • a língua tem que ser útil e até necessária para você de alguma maneira na sua vida.

 

 

Para aprender português, posso utilizei vários métodos, que passarei a descrever. Achava métodos baseados na tradução mais úteis e eficientes para desenvolver algumas competências linguísticas. Para outras competências, o método ‘direto’ (no qual só se comunica na língua estrangeira, sem qualquer apoio na língua materna) me servia melhor para praticar e assegurar meus conhecimentos da língua. Mas isso não quer dizer que certos métodos só funcionem para dominar certas competências. Tudo isso depende da forma preferida de aprender de cada um para atingir um objetivo determinado.

 

Por um lado, traduzir do português para o inglês foi muito útil para mim. Por exemplo, para ler melhor em português, eu lia coisas que me interessavam e sobre as quais eu já tinha algum conhecimento, sempre com o dicionário na mão, e, a partir daí, traduzia. Dessa forma, eu conseguia reconhecer palavras em português que se pareciam com palavras em inglês e daí resolver minhas dúvidas sobre o resto com o dicionário. Para melhorar a compreensão auditiva (sem ter ninguém com quem conversar), eu preferia escutar música em português, buscar a letra para poder identificar cada elemento do que ouvia e tentar. Assim, eu era capaz de assimilar tanto a pronúncia das palavras, como diversas maneiras de expressar a língua dependendo do tipo de música através da qual ela se manifestava. Isso também me ajudava a aprender gírias e outros aspectos culturais da língua portuguesa.

 

Para melhorar a capacidade comunicativa (oral e escrita), o mais útil para mim foi conversar (presencialmente, ao telefone, no chat, por correio eletrônico) com falantes de português. Desse jeito, eu podia aproveitar as nossa conversas para realizar objetivos práticos (isto é, pedir comida, perguntar o que íamos fazer nesse dia, dar oi e tchau, etc.). Mesmo que não conversasse com nativos do português, isso me obrigava a me comunicar com base nos conhecimentos que já havia adquirido para satisfazer uma necessidade particular e, ao mesmo tempo, poder ampliar esses conhecimentos.”

 

Se você perdeu o vídeo com o Sam com dicas sobre como destravar seu inglês, é só assistir aqui:

Ah, toda terça-feira tem vídeo novo no nosso canal no YouTubeAssina aí pra não perder nadinha. A gente também está no Instagram, no Flipboard e no Twitter. Nesses canais, eu falo mais sobre como ganhar bolsa para fazer intercâmbio, como fazer carta de motivação e mais um monte de coisas. Obviamente, eu também respondo dúvidas. Só deixar elas aqui nos comentários do post 🙂

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