Início » Bolsas de estudo » O que precisa para estudar na Europa?

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Você quer estudar na Europa mas não faz a mínima ideia do que precisa para isso? Quais os documentos necessários para se candidatar para uma graduação ou pós, qual o tipo de visto e também os custos de uma empreitada dessas? Uma galera sonha em estudar em países como França, Alemanha, Holanda e muitos outros. Por isso, preparamos um mini guia com informações e sobre os custos, visto e outras partes do processo de aplicar para um intercâmbio em uma universidade nesses três países. Confere aí:

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Como funciona o visto para brasileiros?

Pra viagens de até 90 dias, brasileiros podem entrar na Europa se necessidade de pedir visto previamente. No caso da Alemanha, o visto de estudante pode ser solicitado direto no país. “Só será preciso, após a chegada na Alemanha, requerer uma autorização de residência, emitida pelo Departamento para Estrangeiros da cidade onde se pretende residir”, explica diz Silvia Bauer, coordenadora de marketing do DAAD, o Serviço Alemão para Intercâmbio Acadêmico. No caso da Holanda e da França, para um período de estudos com duração superior a três meses é necessário obter o visto de estudante, que é providenciado pela própria universidade holandesa ou pelo CampusFrance, o que reduz a burocracia e agiliza o processo.

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Como é o processo para ingressar nas universidades?

Na Holanda, os brasileiros precisam de um certificado de proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS na maioria dos casos) e do diploma universitário traduzido para o inglês por um tradutor juramentado. O processo pode variar um pouco de universidade para universidade, mas sempre é baseado em análise documental, levando em conta, principalmente, o desempenho acadêmico e o currículo do candidato. Para bolsas de estudo, é necessário também possuir cartas de recomendação acadêmicas e escrever uma carta de motivação.

Na Alemanha, as universidades têm bastante autonomia e os requisitos variam. Para fazer a graduação completa no país, por exemplo, o estudante precisa fazer o Abitur – exame de conclusão do ensino secundário na Alemanha – em um colégio alemão ou então estudar um ano em um curso preparatório no país, chamado Studienkolleg. Para isso, é indispensável ter bons conhecimentos do alemão. Para pós-graduação, salvo poucas exceções, não é necessário ter conhecimento de alemão, porém, é preciso ter inglês fluente. Documentos como o diploma, histórico escolar da universidade e do Ensino Médio traduzidos para o inglês ou alemão também são necessários. 

Na França, para estudar é preciso comprovar o nível de Francês B2. “Depois, o estudante tem que apresentar um dossiê com currículo, carta de motivação e histórico dos estudos. Ele escolhe cinco ou seis universidades francesas onde quer estudar. Uma vez que tudo isso é feito, o Campus France faz o resto. O estudante será convocado numa Aliança Francesa para uma entrevista para comprovar seu nível de francês e demonstrar a sua motivação”, diz Vincent Gleizes, diretor de marketing da Campus France.

Precisa pagar para estudar na França, Holanda ou Alemanha?

Na Holanda, todas as universidades são públicas, mas taxas administrativas anuais são cobradas dos estudantes (tuiton fees). Os cursos mais baratos custam em torno de 6 mil euros por ano. Alunos com cidadania europeia pagam uma anuidade fixa de 1,9 mil euros. A situação é diferente na Alemanha, onde a maioria das instituições de ensino superior são públicas e cobram, na maioria dos casos, uma taxa semestral de matrícula em torno de 300 euros. Já na França, um ano de estudo custa aproximadamente 10 mil euros, mas como as universidades são públicas, o governo cobre 90% dos custos, assim o estudante francês ou estrangeiro terá que pagar 200 euros para licence e até 400 euros pelo doutorado. Nas Instituições de Ensino Superior (IES) privadas, as taxas variam de 5 mil a 12 mil euros.


Em média, quanto se gasta para viver como estudante na Alemanha, França ou Holanda?

Os gastos mensais na Holanda, em Amsterdam especificamente, podem ser calculados em cerca de 800 euros em média. Em cidades menores, vive-se com 600 euros por mês. O aluguel de um apartamento estudantil está em torno de 300 a 400 euros. Os gastos mensais com alimentação podem chegar a 300 euros. Outras despesas como lazer e transporte variam entre 50 a 100 euros. “Para ter uma ideia, um Big Mac custa 3 euros; uma refeição em restaurante estudantil fica entre 5 e 10 euros; e um ingresso de cinema chega a 7,50 euros. Vale lembrar que na Holanda a bicicleta é um dos meios de transporte mais eficientes e isso possibilita uma boa economia ao estudante. Também existem diversas opções de lazer gratuitas e é possível realizar atividades esportivas em clubes, associações e até na própria universidade”, explica Simone Perez, adviser da Nuffic Neso Brasil, Organização Neerlandesa para a Cooperação Internacional no Ensino Superior.

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Na Alemanha, gasta-se, em média, de 600 a 700 euros mensais em cidades pequenas  e de 800 a 1 mil euros em cidades grandes como Munique e Stuttgart. O seguro de saúde custa aproximadamente 60 euros por mês; uma refeição no refeitório das universidade entre 1,50 e 5,00 euros. A moradia estudantil entre 160 e 400 euros. Há descontos ou gratuidade em cinemas, espetáculos, museus e piscinas e, na maioria das cidades, estudantes de universidade possuem o ticket do semestre que dá direito a usar o transporte público gratuitamente.

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Entre 600 e 1,2 mil euros, é o que um estudante precisa para viver na França. O valor mais baixo é o mínimo necessário para viver em cidades menores, o mais alto diz respeito ao custo de vida na capital francesa. “O estudante pode pedir à CAF (órgão do Estado) uma ajuda para a moradia, assim ele pode receber até 40% de reembolso do seu aluguel. O cartão de estudante dá direito a vários descontos, como museus, restaurantes, transportes públicos, entre outros”, revela Gleizes.

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Agora que você já tem uma ideia um pouco melhor de como funciona para estudar na Europa, fica mais fácil escolher para onde você quer fazer intercâmbio. Uma ótima oportunidade para saber mais sobre as oportunidades nesses e em outros lugares como Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Reino Unido, Irlanda, Hungria, Suíça e Itália é nas feiras que acontecem no Brasil todos os anos.

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